
Eu teria 1001 motivos para não criar um blog e já os usei. Até hoje! Falta de tempo, ausência de inspiração, nenhuma vontade. E qualquer coisa que eu justifique seria uma meia-verdade, porque essas são desculpas de fato são reais. Mas não convencem a necessidade que emerge.
Tenho trabalhado, há mais de um mês, muito longe de casa, da minha família e dos meus amigos. São exatos 41 dias longe do mundo, que acredito conhecer. Quarenta e um dias respirando outro ar, conhecendo novos sabores e vendo um outro céu.
Novas pessoas, ruas e culturas. Sinto-me uma nômade, inquieta, desbravadora, ansiosa e curiosa. Quando a gente anda onde não conhece, todas as ruas podem ser iguais, mas elas sempre soarão diferentes, com suas sutis e delicadas diferenças, ora gritantes, ora discretas. A pureza e encantamento do olhar estão de volta!
Então apesar dos 1000 motivos que já não saberia listar, a lembrança de que “a palavra mata a coisa” ecoa dentro de mim e faz lançar-me para espremer essas palavras meio perdidas, dos meus dedos cheios de unhas e cutículas.
Eu não pretendo ser uma Blogger Star. Na verdade eu sou o tipo de mortal que idealiza tanto, que algumas vezes tem dificuldade em realizar. Nem tente me perguntar o por que, até porque eu não saberia te dizer, pelo menos não agora.
Bom, não sei por quanto tempo vou ter esse Blog. Ainda não o defini, nem sei se vai existir uma linha, um tema, ou simplesmente vou escrever aquilo que eu pensar,sentir... Nesse mar da incerteza... por hora deixo a certeza de que encontrarão aqui a expressão do que grita esse coração cheio de saudades!
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